'Res, non verba'_ Fatos, não palavras.
Neste espaço, não cultivamos discursos ocasos nem devaneios inúteis — aqui, cada palavra se ancora em fatos, sólidos e inegociáveis.

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PENSAMENTO DO DIA




PENSAMENTO DO DIA

"Se eu te adorar por medo do inferno, queima-me no inferno. Se eu te adorar pelo paraíso, exclua-me do paraíso. Mas se eu te adorar pelo que Tu és, não escondas de mim a Tua face”.

(Rabia - mulher cristã Iraquiana - 800 D.C. Epígrafe no seu túmulo).



MENSAGEM DO DIA

MENSAGENS__

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Desatando os Nós: Descobrindo Pérolas de Sabedoria nas Tramas da Vida


                 
                  

                        Em certos momentos da vida, somos surpreendidos por situações inusitadas que nos arrebatam de nossa realidade serena e nos lançam em águas abismais. A existência humana é repleta de mistérios e enigmas, e, quanto mais nos aprofundamos neles, mais percebemos uma verdade universal: a vida oscila entre altos e baixos. Eis uma regra que vale para todos!

                     Na rotina diária, nosso caminhar acaba caindo numa monotonia. Em seus picos e vales, acostumamo-nos aos sorrisos, conflitos, lágrimas, festas, presentes e perdas. Cada uma dessas situações nos alcança em algum ponto de nossa jornada. Entretanto, apenas parecemos habituados: o ser humano, por mais que seja moldado nesses pêndulos emocionais desde o nascimento, jamais se conforma plenamente com conflitos, lágrimas e perdas. Parece que fomos criados para ser felizes, prósperos, fartos, sempre rodeados por amigos e familiares. Não fomos concebidos, em nossa percepção, para viver circunstâncias que nos arrancam do conforto e da segurança. Logo ao nascer, somos ensinados a lidar com as perdas: saímos do útero materno e deixamos para trás o aconchego, o calor e o alimento que nos sustentava sem necessidade de comer ou beber por conta própria. Esses ensinamentos nos acompanham em cada passo da vida; mas, ainda na velhice, continuamos a nos surpreender com as quedas e os sofrimentos.

                    O grande ensinamento é que, nas festas, não há verdadeiro aprendizado. Como diz o Livro de Eclesiastes, capítulo 7:

              1 Melhor é a boa fama do que o unguento precioso, e o dia da morte é melhor do que o dia do nascimento.
             2 Melhor é ir à casa onde há luto do que ir à casa onde há banquete, pois naquela se vê o fim de todos os homens; e os vivos que o tomem em consideração.
               3 Melhor é a mágoa do que o riso, porque com a tristeza do rosto se faz melhor o coração.
            4 O coração dos sábios está na casa do luto, mas o dos insensatos, na casa da alegria.
          5 Melhor é ouvir a repreensão do sábio do que ouvir a canção do insensato.
            6 Pois, qual o crepitar dos espinhos debaixo de uma panela, tal é a risada do insensato; também isto é vaidade.
            7 Verdadeiramente, a opressão enlouquece até o sábio, e o suborno corrompe o coração.
             8 Melhor é o fim das coisas do que o seu princípio; melhor é o paciente do que o arrogante.

                       Ao observar essa passagem, concluímos que o sofrimento traz grandes lições. Nos “nós” da vida, há pérolas de sabedoria que universidade alguma ensina. Nas perdas, por mais dolorosas que sejam, aprendemos que não somos donos de nada nem de ninguém. Se olharmos ainda mais a fundo, percebemos que não somos donos nem mesmo de nossas próprias vidas, pois não podemos prolongar um só dia quando nossa hora de partir chegar. Nas perdas, aprendemos quão pequenos somos, apesar de nos considerarmos grandes. Nelas, descobrimos que o real valor está em saborear as pequenas maravilhas do dia a dia. A verdadeira alegria não depende do outro, mas se revela em gestos simples: sentir a brisa no rosto ao entardecer, ouvir o canto de um pássaro pousado num galho qualquer, despertar a cada amanhecer sabendo que recebemos nova chance de viver, mesmo em meio a tanto sofrimento.

                  Deus, em Sua onisciência, tem um propósito para tudo, inclusive para as tragédias que acontecem. O luto de alguém que perde a vida em um acidente pode se transformar na festa de quem recebe um transplante de coração, aguardado por anos. Olhamos apenas o momento que nos atinge, presos ao próprio ego. Mas para Deus, não há tempo; só existe o agora. Sob esse ângulo, todo sofrimento possui um propósito. A vida ainda é bela, apesar das tragédias diárias reportadas. Seu único problema é a brevidade: curta demais. Portanto, abracemos mais aqueles que amamos, beijemos mais, sorriamos mais. Muitos deixaram de ouvir o canto dos pássaros, distraídos pelo tumulto da cidade; mas, para ouvidos treinados, o som ecoa nítido. Que as buzinas cotidianas não abafem o canto do sabiá, nem as lágrimas sufoquem a alegria de sentir o vento no rosto. Nem as perdas, ainda que lancinantes, destruam a beleza de viver.

                       Deus nos criou à Sua imagem e semelhança, colocando-nos neste mundo com um propósito. Ele deseja que vivamos conforme Seus princípios, postos nas Escrituras Sagradas. A única empreitada que realmente importa é não perdermos Deus de vista enquanto caminhamos. Nada que fizermos terá valor se nos afastarmos do Criador. As perdas nos fazem dobrar os joelhos. O sofrimento eleva nosso olhar para o Alto.

 

 

Capelão Nascente  🙏
International Voluntary Chaplancy Service - IVCS  

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Nossa Fé e Crença

"Creio em um só Deus, Pai Onipotente, criador do céu e da terra, e de todas as coisas visíveis e invisíveis. Creio em um só Senhor, Jesus Cristo, Filho unigênito de Deus, gerado do Pai antes de todos os séculos; Deus de Deus, Luz de Luz, verdadeiro Deus de verdadeiro Deus; gerado, não feito; consubstancial com o Pai, por quem todas as coisas foram feitas; que por nós e para nossa salvação desceu dos céus e encarnou, por obra do Espírito Santo, da virgem Maria (mulher virgem, digna e exemplo de conduta para todos nós, mas não adorada); e se fez homem. Foi também crucificado sob o poder de Pôncio Pilatos, padeceu e foi sepultado. Ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras, e subiu aos céus, e está sentado à direita do Pai; e virá outra vez com glória para julgar os vivos e os mortos, e o seu reino não terá fim. Creio no Espírito Santo, Senhor Doador da vida, procedente do Pai e do Filho; que, com o Pai e o Filho, é juntamente adorado e glorificado."

Credo Niceno, Império de Constantino,
Constantinopla, 381 d. C.

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