'Res, non verba'_ Fatos, não palavras.
Neste espaço, não cultivamos discursos ocasos nem devaneios inúteis — aqui, cada palavra se ancora em fatos, sólidos e inegociáveis.

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PENSAMENTO DO DIA




PENSAMENTO DO DIA

"Se eu te adorar por medo do inferno, queima-me no inferno. Se eu te adorar pelo paraíso, exclua-me do paraíso. Mas se eu te adorar pelo que Tu és, não escondas de mim a Tua face”.

(Rabia - mulher cristã Iraquiana - 800 D.C. Epígrafe no seu túmulo).



MENSAGEM DO DIA

MENSAGENS__

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Entre Correntes e Asas: A Verdade que Liberta


A Criação de Adão é um afresco pintado por Michelangelo Buonarroti por volta de 1511, que figura no tecto da Capela Sistina. A cena representa um episódio do Livro do Gênesis no qual Deus cria o primeiro homem: Adão.

                                   

                                Falar sobre liberdade é mergulhar no mais profundo anseio humano, aquele que pulsa desde o primeiro respiro fora do útero até o último suspiro da existência. Desde os primórdios, o ser humano almeja ser livre. Seja no medo ou na coragem, nas angústias ou nas conquistas, a liberdade sempre nos impele para novos caminhos, novos horizontes.

                        Os pensadores e poetas há séculos tentam capturar sua essência. Cecília Meireles, em Romanceira da Inconfidência, entoa: "Liberdade, essa palavra que o sonho humano alimenta; que não há ninguém que explique, e ninguém que não entenda." Nessa simplicidade, encontramos a mais sublime complexidade.

                        Descartes enxergava a liberdade como fruto do conhecimento: quem mais compreende suas opções, mais livre é. Para Leibniz, a liberdade era inalcançável. Spinoza a via como capacidade de agir conforme a própria vontade. Schopenhauer via o homem prisioneiro dos seus desejos. Kant definiu a liberdade como autonomia: estabelecer a própria moral, guiado pela razão. Sartre, por sua vez, afirmou que estamos condenados à liberdade, pois a obrigação de escolher nos angustia.

                        Tantas interpretações, tantas perspectivas. Mas onde está a raiz da liberdade? George Washington disse: "A liberdade é uma planta que cresce depressa quando ganha raízes." E quais são as raízes que sustentam a verdadeira liberdade?

                       Isaías 61 anuncia a resposta: "O Espírito do Senhor Deus está sobre mim, porque o Senhor me ungiu para pregar boas-novas aos quebrantados, enviou-me a curar os quebrantados de coração, a proclamar liberdade aos cativos e a pôr em liberdade os algemados." Cristo veio para nos libertar!

                 A liberdade verdadeira não é mero conceito filosófico. Ela é vivenciada no conhecimento da Verdade. "Conhecereis a Verdade, e a Verdade vos libertará" (João 8:32). E a Verdade é Cristo. O conhecimento genuíno liberta, mas exige sacrifício. Os que se entregam ao comodismo permanecem escravizados por tradições e crendices infundadas. Crêem sem questionar, seguem sem refletir, choram sem entender. Peregrinam pelo tempo, perdendo-se e reencontrando-se, mas nunca se achando.

                    Cícero declarou: "Sou escravo do dever por amor à liberdade." A liberdade verdadeira submete-nos ao dever maior: a entrega ao Criador. O mundo grita que liberdade é viver sem limites, mas a verdadeira liberdade é viver dentro da ordem divina. Liberdade sem moralidade é apenas ilusião.

                   A liberdade que vale a pena exige renúncia. Rejeitar a superficialidade, desafiar as tradições vazias, abandonar a ignorância. Somente quem se rende à Verdade experimenta a plenitude da liberdade.

                        Rui Barbosa advertiu: "Um povo cuja fé se petrificou, é um povo cuja liberdade se perdeu." Que nossa fé seja viva, e nossa liberdade, inabalável.



Capelão Nascente  🙏
International Voluntary Chaplancy Service - IVCS 


sexta-feira, 20 de maio de 2011

Maria: A Mãe que Gerou o Redentor e nos Deixou um Legado de Fé

                  
              Pietá_ Michelangelo di Lodovico Buonarroti Simoni, 1475
                  Escultura toda feita em um único bloco de Mármore

                        O Grande Arquiteto do Universo, em Sua insondável onisciência, escolheu, dentre todas as mulheres da terra, uma em especial para conceber e gerar Aquele que se tornaria o Salvador dos homens—Jesus Cristo, o Unigênito de Deus. Seu nome? Maria.

                      Uma jovem judia que, num belo dia, foi despertada por um arcanjo. Gabriel, enviado da parte do Senhor, desceu até uma pequena e insignificante cidade da Galileia chamada Nazaré para anunciar o maior de todos os milagres. Dentre tantas mulheres, por que Maria? Que desígnio divino havia sobre essa jovem que, ao ouvir a mensagem do anjo, respondeu com prontidão e humildade: "Eis aqui a serva do Senhor; cumpra-se em mim segundo a tua palavra"?

                  Falar de Maria não é uma tarefa simples. Sua figura, embora essencial na história da salvação, aparece com discrição nas Escrituras Sagradas. Poucas são as passagens que nos falam dela, e, no entanto, sua importância é inquestionável. É um paradoxo divino: a escolhida para ser mãe do Redentor não era uma rainha, nem uma mulher de posses ou posição elevada. Era jovem, inexperiente, noiva de um carpinteiro humilde chamado José, filho de Jacó. Mas Deus, na sua soberana sabedoria, viu nela aquilo que os olhos humanos jamais poderiam enxergar.

                    Maria era virgem. Como nos costumes judaicos, estava desposada, prometida em matrimônio, mas ainda não entregue ao seu esposo. No entanto, Deus a havia separado para um propósito grandioso. E, por obra do Espírito Santo, ela concebeu Jesus, o Filho do Altíssimo. A partir desse momento, não apenas sua vida foi transformada, mas a história da humanidade foi alterada para sempre.

 

Mãe, Educadora e Serva

                        Maria recebeu a maior das missões: não apenas trazer ao mundo o Messias, mas também criá-Lo, nutri-Lo e educá-Lo. Seu ventre foi o primeiro altar onde Deus se manifestou em carne, mas sua maternidade não terminou com o parto. A responsabilidade que lhe foi dada ia além da gestação—ela precisaria ensinar, orientar e formar o caráter daquele que seria conhecido como o Cordeiro de Deus.

                     Foi Maria quem, em sua humildade e obediência, moldou os primeiros anos do menino Jesus. Não ensinou a Ele as Escrituras, pois Ele era a própria Palavra Viva. Não ensinou a Ele a sabedoria, pois Dele fluíam todas as fontes da sabedoria. Mas ensinou a humanidade ao Filho do Homem. Ensinou-lhe o zelo pela lei, a obediência, o respeito pelos pais, a vida de oração.

                   A Bíblia nos revela um episódio marcante da infância de Jesus. Durante a Festa da Páscoa, Maria e José viajaram a Jerusalém, como era costume. No retorno, perceberam que o menino de doze anos não estava entre os seus parentes e amigos. Depois de três dias de busca aflita, encontraram-no no templo, assentado entre os doutores da lei, ouvindo e interrogando-os. Todos se admiravam da inteligência e das respostas do menino.

                    E o que fez Maria? Mesmo sem compreender completamente o propósito celestial, guardou aquelas palavras em seu coração. Maria foi a primeira testemunha da manifestação divina em Cristo, mas não questionou—simplesmente confiou.

   

Um Exemplo para Todas as Gerações

                            Maria não foi apenas a mulher que gerou o Salvador. Ela foi a mãe que O acompanhou em Seu ministério. Foi aquela que esteve presente no primeiro milagre em Caná da Galileia, que observou de perto os sinais do Filho de Deus. Foi a mulher que suportou a dor mais cruel que uma mãe poderia suportar: ver seu filho inocente ser crucificado.

                    Ao pé da cruz, diante do sofrimento indescritível, Maria não questionou. Não murmurou. Não se rebelou contra Deus. Ela permaneceu ali, firme, silenciosa, suportando o peso de um destino que já lhe fora anunciado.

                        E foi ali, na cruz, que Jesus, em Sua última expressão de amor filial, entregou Maria ao discípulo João, dizendo: "Eis aí tua mãe".

 

Maria e a Verdade da Escritura

                   Para aqueles que seguem a máxima da Reforma—"Sola Scriptura", ou seja, que creem que somente a Escritura basta como regra de fé e prática—Maria é, sem dúvida, a bendita entre as mulheres, a mui favorecida, a agraciada pelo Altíssimo.

                    Ela não é mediadora, pois há um só mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo (1 Timóteo 2:5). Ela não é intercessora, pois Cristo é nosso único intercessor junto ao Pai (Hebreus 7:25).

 

Mas Maria é, sim, um grande exemplo.

                Exemplo de humildade, ao aceitar sem questionar o propósito de Deus.
Exemplo de obediência, ao confiar no Senhor sem reservas.
Exemplo de fé, ao seguir seu Filho mesmo sem compreender plenamente cada passo de sua missão.

            Maria nos ensina que Deus não escolhe os capacitados, mas capacita aqueles que Ele escolhe. Seu papel na história da redenção não se deve a méritos próprios, mas à graça soberana de Deus. Ela é, para todos nós, um testemunho vivo do que significa se render à vontade do Senhor.

            Que possamos aprender com Maria a sermos servos fiéis, a guardarmos as promessas de Deus em nosso coração e a seguirmos a Cristo com integridade e devoção.

                Bendita entre as mulheres, Maria foi instrumento da graça divina. Mas o nome que está acima de todo nome continua sendo Jesus Cristo, o Senhor.

 
 

Capelão Nascente  🙏
International Voluntary Chaplancy Service - IVCS  



                                                                                                                                  Willas Nascente

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Nossa Fé e Crença

"Creio em um só Deus, Pai Onipotente, criador do céu e da terra, e de todas as coisas visíveis e invisíveis. Creio em um só Senhor, Jesus Cristo, Filho unigênito de Deus, gerado do Pai antes de todos os séculos; Deus de Deus, Luz de Luz, verdadeiro Deus de verdadeiro Deus; gerado, não feito; consubstancial com o Pai, por quem todas as coisas foram feitas; que por nós e para nossa salvação desceu dos céus e encarnou, por obra do Espírito Santo, da virgem Maria (mulher virgem, digna e exemplo de conduta para todos nós, mas não adorada); e se fez homem. Foi também crucificado sob o poder de Pôncio Pilatos, padeceu e foi sepultado. Ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras, e subiu aos céus, e está sentado à direita do Pai; e virá outra vez com glória para julgar os vivos e os mortos, e o seu reino não terá fim. Creio no Espírito Santo, Senhor Doador da vida, procedente do Pai e do Filho; que, com o Pai e o Filho, é juntamente adorado e glorificado."

Credo Niceno, Império de Constantino,
Constantinopla, 381 d. C.

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