'Res, non verba'_ Fatos, não palavras.
Neste espaço, não cultivamos discursos ocasos nem devaneios inúteis — aqui, cada palavra se ancora em fatos, sólidos e inegociáveis.

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PENSAMENTO DO DIA




PENSAMENTO DO DIA

"Se eu te adorar por medo do inferno, queima-me no inferno. Se eu te adorar pelo paraíso, exclua-me do paraíso. Mas se eu te adorar pelo que Tu és, não escondas de mim a Tua face”.

(Rabia - mulher cristã Iraquiana - 800 D.C. Epígrafe no seu túmulo).



MENSAGEM DO DIA

MENSAGENS__

terça-feira, 1 de novembro de 2022

Quando o Ódio Floresce e o Amor se Esfria: Um Chamado à Luz da Graça


Ódio Consumado!

            Temos sido testemunhas, nos últimos anos, do crescimento gradativo do ódio que aflora no coração humano. Caso os divãs dos consultórios psicológicos não emitam o alerta, inevitavelmente será o uso indiscriminado de psicotrópicos, substâncias psicodélicas ou ansiolíticos — como os benzodiazepínicos (entre eles, lorazepam e diazepam) e inibidores de receptação (a exemplo da fluoxetina) — que o fará, pois seu consumo se multiplica diante da inquietude e angústia crescentes. No entanto, há algo ainda mais antigo e contundente por trás dessa realidade: Jesus Cristo já nos prevenira de que, nos últimos dias, “o amor de muitos se esfriará” (Mateus 24:12).

            Nesse mundo caído e corrompido, o ser humano vive tentando remediar os efeitos de sua própria degeneração. Não bastasse a necessidade de higienizar o corpo para evitar mau cheiro, fazer atividades físicas para impedir a atrofia dos músculos e buscar alimento para não perecer, também fomos tomados por uma condição espiritual deteriorada desde a queda de Adão, no Jardim do Éden. Parece que, a todo instante, temos de nos “perfumar” para mascarar o odor que emana de nosso coração, onde jazem a morte e o sepulcro da maldade. A esse respeito, Jesus enfatiza: “O que sai do ser humano é o que o torna impuro; pois é de dentro do coração dos homens que procedem os maus pensamentos, as imoralidades sexuais, os furtos, os homicídios, os adultérios, as ambições desmedidas, as maldades, o engano, a devassidão, a inveja, a difamação, a arrogância e a insensatez. Todos esses males procedem do interior, contaminam a pessoa humana e a tornam impura” (Marcos 7:20-23). Não por acaso, até mesmo as nossas melhores ações, perante Deus, parecem como “trapos de imundícia” (Isaías 64:6).

            Ainda assim, Deus não desistiu de nós. Na plenitude dos tempos, Ele enviou Seu único Filho, Jesus Cristo, para como cordeiro mudo padecer o sacrifício na cruz do Calvário, libertando-nos da culpa original — herdada do primeiro homem, Adão. Pelo sangue de Jesus derramado, fomos sarados, conforme anteviu o profeta Isaías (capítulo 53). Desse modo, o ser humano não está completamente perdido neste mundo envolto em trevas e desamor. Pelo ato supremo de entregar Seu próprio Filho para pagar nossas faltas, Deus demonstra o mais perfeito amor que um Pai pode oferecer a filhos extraviados. É o mesmo Deus que se apresenta como Luz do mundo, Pão da Vida, Água Viva e Caminho — pois Dele também se diz: “Deus amou o mundo de tal maneira, que deu o Seu Filho Unigênito, para que todo aquele que N’Ele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (João 3:16). Por isso, podemos afirmar: Deus é amor!

            Entretanto, como em todo campo há trigo e joio, se alguns, ainda que em queda e degeneração, são transformados pelas Boas Novas de Jesus de Nazaré, há outros que, por mais adubo ou água que recebam, permanecerão joio. A esses, cabe odiar. Encontram sentido apenas em expor o que os transborda por dentro: o ódio consumado, que se serve de qualquer pretexto — cor de pele, condição social, origem geográfica, orientação sexual ou dependência química — para perpetuar a rejeição. Neles, o ódio é a razão e o fim em si mesmo.

           A preocupação, porém, não se volta ao joio, mas ao trigo. É sobre nós — aqueles que um dia receberam e vivenciaram o amor — que repousa a advertência: “o amor de muitos se esfriará.” Fala-se de cristãos, de filhos de Deus, cujo fervor pode ser minado pelas aflições deste século: medo, pânico, instabilidade econômica, crise ambiental, guerras, doenças e pandemias. Tais forças podem desidratar as sementes de Cristo lançadas no mundo, impedindo-as de brotar e frutificar a trinta, sessenta ou cem por um. Não permitamos que o amor plantado por Deus em nossos corações se apague!

            Talvez seja necessário nadar contra a correnteza, a exemplo dos salmões na piracema, que sobem o rio bravamente para desovar e perpetuar sua espécie. Se a semente morrer antes de germinar, de que adiantaria tanto cuidado? Nós, cristãos — sementes, cordeiros no aprisco de Deus, luz do mundo e sal da terra —, ainda que o amor em muitos se esfrie, jamais deixaremos que ele morra. Afinal, como ensina o apóstolo: “O amor jamais acaba” (1 Coríntios 13:8). E Deus, no tempo devido, levantará Sua Igreja, honrada e imaculada, para exaltar Seu nome acima de todas as nações. Receberemos, então, das Suas próprias mãos, a entrada na Cidade Santa, nossa morada eterna. Amém!



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Agosto 16, 2022

terça-feira, 20 de setembro de 2022

Justiça ou Misericórdia? O Bandido que Jesus Não Rejeita


 Bandido bom é bandido rendido aos pés de Jesus

 

                   Uma das tônicas mais famosas do último governo foi a infame frase: "Bandido bom é bandido morto!"

            Sem entrar no mérito político, quero apenas esboçar a terrível contradição de tal afirmativa, refletindo sob a ótica cristã e falando para aqueles que se consideram discípulos de Cristo. Pois, se formos coerentes com nossa fé, haveremos de lembrar que o próprio Cristo foi tratado e morto como um criminoso, tanto pelos romanos quanto pelos líderes do templo, das sinagogas e do Sinédrio. Todos O condenaram como um criminoso e à pena de morte, a crucificação.

              Nosso Senhor não morreu por inocentes, pois inocentes, por si só, são absolvidos de toda culpa. E, segundo a Bíblia Sagrada—Nossa Única Regra de Fé e Prática—ninguém diante de Deus pode reivindicar tal inocência:

            "Ninguém na presença de Deus é inocente!" (Salmos 143:2)

            Somos salvos única e exclusivamente pela graça:

            "Essa salvação não vem do homem nem de suas obras, para que ninguém se glorie." (Efésios 2:8-9)

            E ainda:

            "Jesus Cristo veio ao mundo para salvar os pecadores, dos quais eu—afirma o apóstolo Paulo—sou o pior." (1 Timóteo 1:15)

            Poderia citar dezenas e mais dezenas de versículos para fundamentar essa tese, mas creio não ser necessário. A verdade é clara e irrefutável: Contra a Bíblia Sagrada não há argumentos!

            Diante disso, a voz que ecoa pelos vales sombrios de alguns corações, tantas vezes gélidos pelo vento frio da indiferença, grita em alto e mórbido som: "Morte aos bandidos, porque não sou como eles! Bandido bom é bandido morto!"

            A cada trincheira, o número desses soldados cresce, formando um batalhão de cristãos sem misericórdia, que esquecem que "todos pecaram e carecem da glória de Deus" (Romanos 3:23).

            Dentre aqueles que se dizem seguidores de Cristo, ergue-se um exército de perfeitos, anulando assim os ensinamentos bíblicos que afirmam que todos somos pecadores e merecedores da morte eterna. E, se temos algum mérito, é porque Deus nos amou primeiro com um amor incompreensível e nos perdoou.

            "Todos nós somos como um imundo para Deus, e até nossas justiças são como trapos de imundícia para Ele." (Isaías 64:6)

            O mais triste é que a história se repete, e muitos ainda não aprendem:

            "Erram por não conhecerem as Escrituras." (Mateus 22:29)

            Os líderes religiosos da época de Cristo O mataram porque se achavam mais santos que o Santo Filho Unigênito de Deus! Tornaram-se como o fariseu da parábola de Jesus, que entrando no templo, orou de pé, dizendo:

            "Deus, graças te dou porque não sou como os demais homens—pecadores, ladrões, injustos, adúlteros. Jejuo duas vezes por semana e dou o dízimo de tudo! Obrigado porque não sou como este publicano!"

            Enquanto isso, o publicano, de pé, ao longe, sequer ousava levantar seus olhos aos céus, mas batia em seu peito, clamando:

            "Deus, tem misericórdia de mim, o pecador!" (Lucas 18:9-14)

            E segundo o veredito de Cristo, foi o publicano quem voltou para casa justificado!

         Não podemos impedir que o amor esfrie nos corações de muitos, mas temos a obrigação de não permitir que ele esfrie em nós. Pois somos responsáveis por nossos próprios atos diante de Deus e dos homens:

            "Revistamo-nos do amor, que é o elo perfeito!" (Colossenses 3:14)

            Pois:

            "Quem não ama, não conhece a Deus, porque Deus é Amor." (1 João 4:8)

            E ainda:

            "Só conseguem amar aqueles que primeiro receberam o amor de Deus! Como se pode dizer que amamos a Deus e odiamos nosso irmão?" (1 João 4:19-20)

            O amor verdadeiro não se vangloria, nem se orgulha (1 Coríntios 13:4-7).

            Portanto, bandido bom é bandido rendido aos pés de Jesus!

            Bandido bom é bandido regenerado, transformado num missionário de paz e boas novas! Se essa verdade fosse rejeitada, não teríamos a maior parte do Novo Testamento, pois Saulo, o perseguidor e assassino de cristãos, teve um encontro com Cristo e se tornou Paulo, o maior missionário, teólogo, plantador de igrejas, intercessor, professor e mestre de todos os tempos!

            Repensemos nosso cristianismo à luz de Cristo. O que estiver fora dos padrões ensinados por Ele, lancemos fora, pois não procede d'Ele.

            Aprendamos a orar como o publicano:

            "Deus, tem misericórdia de mim, o pecador!" (Lucas 18:13b)

            E que voltemos para casa justificados, não apenas aparentando santidade diante dos homens. Pois Deus não vê como o homem vê. Deus não olha para as aparências dos homens. (1 Samuel 16:7).

 

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Setembro 22, 2022


quarta-feira, 17 de agosto de 2022

Sucumbindo ao desânimo e ao desespero! O que fazer?



Quando o Vento Apaga a Última Chama: O Que Fazer com a Esperança em Cinzas?

 
 

            Diante dos conflitos e tragédias, vividas e esperadas, em um futuro tão incerto, é compreensível que muitos sucumbam ao desânimo e ao desespero. Mas quem disse que seria fácil? E quem disse que você não é forte o suficiente?

         A estrada da fé nunca foi pavimentada com facilidades, mas sempre marcada por pegadas de dor, renúncia e perseverança. O próprio Cristo, nosso Senhor, não foi poupado do sofrimento, mas, pelo contrário, aprendeu a obediência por meio daquilo que padeceu (Hebreus 5:8). Assim, quem somos nós para esperar uma jornada sem espinhos?


            John Willison nos adverte:

        "Não devemos pensar em andar sobre rosas, quando os mais valorosos cristãos marcharam sobre sarças e espinhos a caminho do céu. Diante disso, precisamos ser pacientes mediante as aflições, pois esse é o caminho que nos conduz ao céu, trilhado por milhares de outros santos que foram para lá antes de nós."

            Se este é o caminho dos santos que nos precederam, não seria também o nosso?

         Se as aflições da vida não despertam você para o dever cristão; se essas lutas — políticas, sociais e pessoais — não o levam a um arrependimento mais profundo, a uma oração mais fervorosa, a uma corrida mais sincera para Cristo e a um anseio mais intenso pelo céu, então você estará travando uma batalha perdida. Estará sofrendo dores sem recompensa e trilhando uma jornada laboriosa que não o levará a lugar algum.

            Pois, quando os olhos físicos um dia se fecharem, os olhos espirituais jamais se fecharão! Nos céus, porque ali não há cansaço nem sono; no inferno, porque a dor e o tormento eterno não permitirão que se durma ou descanse.

                A maior tragédia da vida não é sofrer, mas sofrer sem propósito. O sofrimento é um dos maiores pedagogos da alma, e Deus o utiliza não para nos destruir, mas para nos lapidar. Assim como o fogo purifica o ouro e a pressão transforma o carvão em diamante, as tribulações moldam os santos à semelhança de Cristo.

                O grande C.S. Lewis dizia:

               "O sofrimento insiste em chamar nossa atenção. Deus nos sussurra nos prazeres, fala à nossa consciência, mas grita em nossa dor. Ela é o seu megafone para despertar um mundo surdo."

              E quão verdadeiras são essas palavras! Se a dor lhe visita, talvez seja a voz de Deus chamando-o para mais perto d’Ele.

           Mas lembre-se: Deus nunca despreza um pecador penitente! Ele, que conhece a eternidade como descanso e recompensa para os Seus filhos, usa os caminhos da vida para nos aprimorar e santificar n'Ele e para Ele.

                Quando o Espírito Se Quebra Como Vidro: Existe Redenção Para Quem Já Desistiu?

               Está difícil? A recompensa valerá cada gota de suor e lágrima!

               Está insuportável? Então recorde, como disse John Willison:
 

               "Saiba que, se todas as estrelas retirarem sua luz enquanto você estiver nos caminhos de Deus, tenha certeza de que o sol está perto de nascer!"

 
            O sol sempre nasce após a noite mais escura. E aquele que permanece firme, mesmo quando tudo parece perdido, verá a glória de Deus raiar sobre sua vida no tempo oportuno.

 

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Agosto 16, 2022



sábado, 6 de agosto de 2022

Martelados na Bigorna de Deus: Quando a Cruz revela seu Peso.

                                                                    
 


            Por que o cristão sofre provações e tribulações na vida, se tem um Deus poderoso que o ama e o assiste a todo momento? Essas perguntas ecoam pelos séculos nos corredores da igreja do Senhor, tanto na boca dos mais ilustres sacerdotes quanto nos lábios de homens e mulheres anônimos, sofredores e subjugados pelas tormentas da vida. Em algum momento da jornada cristã, o sofrimento se erguerá como um mestre severo, que tem o ardente desejo de que seu aluno cresça e desbrave horizontes longínquos e paradisíacos.

        O sofrimento, longe de ser um castigo, é uma ferramenta divina de crescimento. Como bem disse Charles Spurgeon: “O sofrimento é a bigorna onde a vida cristã é martelada”. É através do sofrimento que o cristão amadurece, tem sua fé refinada, seu corpo fortalecido e seu espírito provado até o limite, para que seu testemunho seja vivo e poderoso. A vida está no sangue, e assim está escrito na Palavra de Deus. Quando uma provação nos leva ao “sangue”, esta provação fará com que nosso testemunho ganhe vida!

        Deste lado da eternidade, todos serão provados, sem exceção. O apóstolo Pedro declarou: “Amados, não estranheis o fogo ardente que surge no meio de vós, destinado a provar-vos, como se alguma coisa extraordinária vos estivesse acontecendo. Pelo contrário, alegrai-vos na medida em que sois coparticipantes dos sofrimentos de Cristo, para que também na revelação da sua glória vos alegreis, exultando” (1 Pedro 4:12-13).

        A provação na vida do cristão vem do mesmo Amor que traz bênçãos e vitórias. Da mesma fonte que jorra bênçãos, jorram provações. Pois são essas tribulações que amadurecem o cristão. Sem elas, ele seria infantilizado e despreparado para a jornada. Por isso Tiago ensinou: “Bem-aventurado o cristão que suporta, com perseverança, a provação; porque depois de ter sido provado, receberá a Coroa da Vida, a qual o Senhor prometeu aos que o amam” (Tiago 1:12).

        O apóstolo Paulo, escrevendo aos filipenses, afirmou: “Porque vos foi concedida a graça de padecerdes por Cristo” (Filipenses 1:29). O sofrimento na vida do cristão precisa ser recebido com alegria, pois é uma manifestação da graça de Deus sobre ele.

        Citados acima estão apenas alguns versículos de toda uma biblioteca santa que nos ensina a nos alegrarmos, exultarmos e perseverarmos. Felizes são os que sofrem! Pois, na noite mais escura e na escuridão mais densa é onde o sol surge com seus raios trazendo luz e vida. Devemos, portanto, continuar firmes, jubilosos e confiantes. Deus não nos prova acima de nossas forças! Essa é a promessa d'Ele. Apenas continuemos caminhando, pois no tempo determinado por Deus, a prova passará como veio: num piscar de olhos. E depois, tudo isso será apenas lembranças de uma vida madura e experiente, de onde sairá um testemunho vivo e poderoso para aquecer e transformar vidas para a glória de Deus!

           Se nos alegramos ao receber bênçãos de Deus, então também nos alegremos quando por Ele somos provados! A provação é o desafio cristão que nos faz crescer e amadurecer. Nenhuma vitória na vida vem sem provas e desafios. Tudo precisa ser conquistado! Na vida cristã, não é diferente. A prova é apenas o caminho que conduz o cristão à realização dos propósitos divinos. Isso acontece na vida daqueles que perseveram e mantêm sua fé inabalável. Na bonança e na tribulação, na alegria e na tristeza, na festa e na luta, em tudo e em todo momento, devemos amar a Deus com todas as nossas forças. Como está escrito: “Amarás o SENHOR, teu Deus, com todo o coração, com toda a tua alma e com todas as tuas forças” (Deuteronômio 6:5).

        Ele é nosso Pai, e como um Bom Pai, sabe muito bem cuidar de seus filhos. “Se vocês, apesar de serem maus, sabem dar boas coisas aos seus filhos, quanto mais o Pai de vocês, que está nos céus, dará coisas boas aos que lhe pedirem!” (Mateus 7:11).

        Não acredito na teologia da prosperidade, pois não acredito que o céu seja nesta terra. Não acredito em um cristianismo isento de sofrimentos, pois não há amadurecimento sem desafios e provações. São nos momentos de luta e angústia que o cristão aprende a ser dependente de Deus! Assim como o oleiro molda o barro com pressão e firmeza, assim também as marteladas sobre a bigorna do sofrimento são apenas manifestações do Amor de Deus aos seus filhos. Quando compreendermos isso, aprenderemos a grande lição da vida: Deus é Amor! E é por isso que Ele nos molda conforme o Seu querer.

        Neste vasto planeta, seremos provados para sermos aprovados! Sofreremos para nos alegrarmos! Seremos tribulados para jubilarmos! Se permanecermos firmes diante de Deus, sem negar nossa fé, sabendo que somos apenas filhos e Ele, nosso Pai amoroso que zela por nós, tudo se resumirá em fé e constância. Fé e persistência. Fé e resiliência.

           Que Deus nos abençoe e nos guarde, em Nome de Jesus Cristo, nosso Senhor. Amém!
 

Capelão Nascente  🙏
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quarta-feira, 29 de junho de 2022

Ancorados na Verdade e Vivendo numa Sociedade Líquida: Fé Inabalável em Tempos de Incerteza

             



A Verdadeira Igreja Inserida Numa Sociedade Líquida!


                Não é difícil se escandalizar ou, até mesmo se emocionar, com as características que a Igreja tem assumido nos últimos dez ou quinze anos. É de partir o coração dos mais saudosistas, mas ainda mais preocupante, é de revoltar o coração daqueles que zelam e suspiram, pela Palavra de Deus. Sim_ a Bíblia Sagrada. Essa tem sido a principal vítima de um movimento, iniciado décadas atrás, após a Segunda Guerra Mundial, conhecido por Pós-Modernismo. Movimento esse que trouxe tantos benefícios, como também, prejuízos, para a sociedade e, principalmente para a Igreja do Senhor Deus dos Altos Céus!

                A evolução do pensamento humano é algo natural e muito benéfico. Foi até defendido pelo apóstolo Paulo que, ensinando os cristãos que habitavam em Roma, disse: "Não se amoldem ao padrão desse mundo, mas transformem-se pela renovação da vossa mente, para que sejam capazes de experimentar e comprovar, qual boa e, agradável e, perfeita, vontade de Deus." Romanos 12:2. Analisando cruamente, podemos dizer que Jesus, antes de Paulo, nascido em Belém mas, mais conhecido como_ Jesus de Nazaré, pois foi nessa região onde Ele morou boa parte de sua vida, pregou as Boas Novas! Sem querer anular a Lei de Moisés, mas, acrescentando à ela, a compaixão, o perdão e, sobretudo, o amor. Pegando um gancho nessa transformação de pensamento ensinada por Jesus, onde antes uma adúltera era apedrejada em praça pública pelos padrões da Lei, agora essa mesma adúltera, pelos padrões das Boas Novas, recebe o perdão, seguido do famoso_ "Vais e, não peques mais!'. Isso após a confrontação dos religiosos sedentos de sangue, pegos pela simples, mas eloquente pergunta_ 'Quem não tem pecados, seja o primeiro a atirar a primeira pedra!'.

            Diante desse cenário, podemos já tecer um parecer. A transformação do pensamento da sociedade nunca foi o problema; pois essa transformação é o retrato do amadurecimento moral e, intelectual de cada indivíduo. Voltando ao Pós-Modernismo iniciado pelos anos 40, do século passado, vemos o antigo Modernismo que já defendia uma liberdade, uma busca pelo novo e, portanto, à experiência. Agora, sendo substituído pelo Pós-Modernismo, cujo único ideal é a quebra do que antes era visto, como Regra ou Padrão a ser seguido. Bom, quando algumas regras são quebradas com a intenção de experimentar, novos modelos de outras regras, pode acontecer um sucesso ou um fracasso. Portanto, pode-se corrigir essa falha, bastando voltar a regra anterior. Mas, quando se trata de Dogmas Religiosos, essa experiência tende a ser mais delicada e, até perigosa.

             Chegamos ao ponto onde gostaria de, rapidamente, tecer minha preocupação. Existe em qualquer movimento religioso o seu Dogma e as suas Tradições. Essa distinção precisa ser nítida e translúcida. Quando falamos de tradições, estamos falando de usos e costumes. Estamos falando de regras estabelecidas por uma comunidade, passadas de geração à outra, onde num determinado momento da história, essa regra passa a ser recebida como dogma de fé. Como por exemplo, algumas igrejas viverem debaixo de um julgo de tantas proibições e, outras já usufruírem de uma liberdade maior. O que aconteceu foi o amadurecimento (o pós-modernismo) da fé. Foi a razão colocando em prova algumas regras, pelo filtro da Bíblia Sagrada e, extraindo seu substrato (resultado). Essas regras foram desqualificadas quando analisadas por um estudo mais sistematizado da Bíblia. Daí a multiplicidade das denominações de uma fé que, defende os mesmos Dogmas. O motivo então de tantas igrejas! Pois, essa mudança ou amadurecimento doutrinário, não acontece de forma homogenia ou geral; mas, vai acontecendo aos poucos, numa e noutra igreja no decurso da história. Essa transformação doutrinária é maravilhosa e natural, pois não somos todos iguais e, portanto, precisamos de igrejas que pensem doutrinariamente, diferente uma das outras. O problema é quando essa influencia do Pós-Modernismo atinge os Dogmas da fé

                    Dogmas sou Pilares que não podem ser movidos. São alicerces sobre os quais se constroem os limites e as fronteiras da fé, de uma determinada igreja. Exemplos de alguns dogmas protestantes ou evangélicos_

  • A Bíblia Sagrada é a única Regra de Fé e Prática do cristão.

  • Existe um só Deus! E esse Deus é triúno, manifestando em três Pessoas distintas.

  • Jesus é a Segunda Pessoa da Trindade e, nasceu de Maria, pelo Espírito Santo, a Terceira Pessoa da Trindade, como Messias Remissor de todos aqueles que n'Ele crê.

                   E assim por diante. Portanto, quando a transformação do pensamento atinge os Dogmas, faz com que toda a estrutura acima dela seja ruída e abalada, ou até destruída.

                 Bom, se o Pós-Modernismo causou essa grande transformação em nossas igrejas, agora ele foi substituído, segundo Zygmunt Bauman_ um sociólogo polonês, pelo Modernismo Líquido. Diante desse novo modo de enxergar o mundo, a sociedade agora relativiza tudo, inclusive os Dogmas! Alguns exemplos de Dogmas relativizados:

  • Jesus é amor, portanto perdoa tudo o que eu faço a qualquer momento, diante disso, não preciso me preocupar em viver uma vida com algumas restrições e regras, pois a vida é curta, precisamos aproveitar!

  • Deus não está interessado com o que faço com meu corpo ou como decido viver minha vida. O que importa é o coração! Tatuagens, Piercings , Transformações Corporais, isso não afeta minha fé.

  • Opções Sexuais_ que a cada ano ganha novos termos e siglas, é opção e direito de cada indivíduo, pois Deus é amor!

            Isso para não citar dezenas de tantos outros Dogmas, alterados, por essa nova sociedade chamada_ Sociedade Líquida. Tudo é permitido! As regras são estabelecidas pelo que eu penso! 

                 Os grandes nomes que instituíram a Teologia ou os Dogmas da nossa fé, através de grandes concílios, nomes como:

  • Apóstolo Paulo
  • Clemente de Roma
  • Inácio de Antioguia
  • Policarpo
  • Justino
  • Irineu de Esmirna
  • Tertuliano de Cartargo
  • Orígenes
  • Cipriano
  • Eusébio de Cesaréia
  • Jerônimo
  • Crisóstomo
  • Agostinho de Hipona
Sem esquecer dos grandes Reformadores Protestantes:
  • João Calvino 
  • Martinho Lutero
  • Philipp Melanchthon 
  • Ulrich Zwingli 
  • Thomas Müntzer 
  • Martin Bucer 
  • Johannes Brenz 
  • Jan Hus 
  • Johannes Bugenhagen 
          Meus Deus! Tantos nomes e, ainda não citei dezenas de outros que também foram tão importantes como os citados acima. Homens grandiosos que fizeram obras grandiosas, numa época em que  confrontar os Papas era assinar a pena de morte_ por enforcamento, queimados vivos em fogueiras ou, torturados até a morte nos calabouços subterrâneos das grandes catedrais religiosas. Agora, qualquer adolescente que acabou de sair da puberdade ou ainda, qualquer pessoa sem a menor capacidade técnica de um pensamento sistemático, filosófico e racional, simplesmente diz_ 'Ah, eu não concordo com isso ou aquilo!'. E assim, os Dogmas diluíram-se como água e, moldaram-se à imagem e semelhança, de qualquer um que decida criar suas próprias verdades. Não estamos falando de tradições, ou usos e costumes; estamos falando dos Pilares criados e defendidos pela Bíblia Sagrada. A Igreja a cada dia, perde sua característica universal e, assume uma roupagem pessoal. Os cultos viram shows! Os púlpitos, em palanques ou arquibancadas! As pregações, em palestras motivacionais recheadas de psicanálise e filosofias de autoajuda. Os templos, outrora distintos do mundo, agora impossível de dissociá-los do mundo que os cerca. Os louvores, em canções patrocinadas por grandes gravadoras, destituindo a espiritualidade pelo marketing. Os levitas pelos ídolos e astros da música! Os corais que alegravam e encantavam as igrejas, pelas bandas. O ganhar almas, substituído pelo ganhar dinheiro e fama... E a Bíblia? Ah, essa transforma-se a cada dia na lâmpada do gênio, do conto árabe de Aladim, onde bastando esfregá-la e, o gênio se manifestará como nosso servo, nos concedendo a realização de três desejos! Nessa Sociedade Líquida o homem e a mulher transformaram-se em deuses! Pois o barro é quem determina suas formas, ao Oleiro. A criatura, é quem diz ao Criador, o que Ele deve fazer! Na Sociedade Líquida a igreja transforma-se num balcão de negócios ou pedidos e, a reverência se torna apenas num mecanismo de barganha com o Realizador dos Desejos e Sonhos! E não, numa demonstração espontânea de amor e entrega gratuita à Deus. O homem e a mulher nessa sociedade líquida vivem uma vida sem conhecerem a verdadeira transformação do Evangelho da Graça e do Poder de Deus! São ritualísticos, interesseiros, egocêntricos, egoístas, enclausurados... Fazendo de suas igrejas, clubes_ muitas vezes lotados, mas gélidos e mortos. Ouvintes e Testemunhas de Jesus que sempre pedem mais e mais sinais e, nunca são transformados por nenhum deles. Que não largam Jesus por nada, só porque Jesus multiplica o pão e o peixe, e os fornece como alimento gratuito.

                 Mas, não podemos perder a esperança! Pois tudo isso foi advertido na Bíblia Sagrada de que viria acontecer no Final dos Tempos, com a Igreja do Senhor. Ainda existe uma igreja remanescente, que geme, acordada e revoltada, com toda essa apostasia, que adentrou em muitos templos. Igreja essa que nunca se curvará diante da destruição dos Dogmas e, jamais, se calará, diante dos profetas de baal, de nosso século! Igreja essa que terá sua mente renovada pelo Evangelho sim! Mas, que seus alicerces fundamentais jamais serão destruídos! Os membros dessa Igreja Remanescente serão os novos Protestantes dos século XV, nessa era. E, num futuro, Deus sabe quando, se ainda Cristo não voltar, serão os nomes estudados pelos filhos de nossos filhos e, reconhecidos como a Igreja que se manteve com suas vestes puras e, suas lamparinas acesas na escuridão desse novo milênio, preparado para o anticristo e a besta do Apocalipse, aguardando, ansiosos, com vigilância e perseverança, a volta de nosso Senhor Jesus Cristo de Nazaré! 

                   Amando à Deus acima de tudo e, ao próximo como a nós mesmo! Se amamos à Deus acima de tudo e de todas as coisas, nada mais importa nesse mundo! Se amamos ao próximo como a nós mesmos, não podemos nos conformar em não fazer nada para ajudá-los de alguma forma! Consolando-os, vestindo-os, alimentando-os e, sobretudo, evangelizando-os para a salvação em Jesus_ O Advogado, O Misericordioso, O Bom Pastor, O Mestre, O Salvador!

                 Maranata ora vem Senhor Jesus!

 

Capelão Nascente 🙏 
International Voluntary Chaplancy Service - IVCS 





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Nossa Fé e Crença

"Creio em um só Deus, Pai Onipotente, criador do céu e da terra, e de todas as coisas visíveis e invisíveis. Creio em um só Senhor, Jesus Cristo, Filho unigênito de Deus, gerado do Pai antes de todos os séculos; Deus de Deus, Luz de Luz, verdadeiro Deus de verdadeiro Deus; gerado, não feito; consubstancial com o Pai, por quem todas as coisas foram feitas; que por nós e para nossa salvação desceu dos céus e encarnou, por obra do Espírito Santo, da virgem Maria (mulher virgem, digna e exemplo de conduta para todos nós, mas não adorada); e se fez homem. Foi também crucificado sob o poder de Pôncio Pilatos, padeceu e foi sepultado. Ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras, e subiu aos céus, e está sentado à direita do Pai; e virá outra vez com glória para julgar os vivos e os mortos, e o seu reino não terá fim. Creio no Espírito Santo, Senhor Doador da vida, procedente do Pai e do Filho; que, com o Pai e o Filho, é juntamente adorado e glorificado."

Credo Niceno, Império de Constantino,
Constantinopla, 381 d. C.

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