'Res, non verba'_ Fatos, não palavras.
Neste espaço, não cultivamos discursos ocasos nem devaneios inúteis — aqui, cada palavra se ancora em fatos, sólidos e inegociáveis.

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PENSAMENTO DO DIA




PENSAMENTO DO DIA

"Se eu te adorar por medo do inferno, queima-me no inferno. Se eu te adorar pelo paraíso, exclua-me do paraíso. Mas se eu te adorar pelo que Tu és, não escondas de mim a Tua face”.

(Rabia - mulher cristã Iraquiana - 800 D.C. Epígrafe no seu túmulo).



MENSAGEM DO DIA

MENSAGENS__

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Amor, simples significado por um simples ato.




                         Hoje em dia, muito se tem falado acerca desta palavra. Palavra esta que por séculos tem inspirado poetas, filósofos e escritores apaixonados... Até os mais pessimistas sentem atraído por ela, os céticos suspiram e agora, a ciência se atreve a desvendá-la. Alguns dizem que uma explicação científica de algum assunto tira a beleza e a poesia do mesmo; não preciso dizer que tal argumentação é um absurdo! Pois se tal fato fosse verdade, o churrasco nunca mais teria o mesmo sabor por ser conhecer as estruturas das proteínas.
                          É comum vermos a expressão_ Rolou uma química entre nós! A ciência surge desvendando mistérios deste sentimento. Na verdade, para os cientistas tudo não passa de reações químicas. E eles catalogaram várias substâncias_ adrenalina, noradrenalina, feniletilamina, dopamina, oxitocina, a serotonina e as endorfinas. São necessários vários hormônios para sentir aquela sensação maravilhosa quando se está amando. A dopamina produz a sensação de felicidade, a adrenalina causa a aceleração do coração e a excitação. A noradrenalina é o hormônio responsável pelo desejo sexual, e nesse estágio é que se diz que existe uma verdadeira química, pois os corpos se misturam como elementos em uma reação química. Mas acontece que essa sensação pode não durar muito tempo, neste ponto os casais têm a impressão que o amor esfriou. Com o passar do tempo o organismo vai se acostumando e adquirindo resistência, e passa a necessitar de doses cada vez maiores de substâncias químicas para provocar as mesmas sensações do início. É aí que entra os hormônios Ocitocina e Vasopressina, são eles os responsáveis pela atração que evolui para uma relação calma, duradoura e segura, afinal, o amor é eterno! 
                       Quando olhamos para os humanistas, àqueles que pelo homem tentam se auto-compreender, encontramos a psicologia. Nela, conceituados intelectuais definem tal sentimento. Os homens são egoístas, pois antes de quererem amar querem ser amados primeiro. São como aqueles gatinhos que ficam se esfregando nas pernas das pessoas querendo receber carinho. O ato deles se esfregarem não é para dar carinho, mas exclusivamente para receber carinho. Assim são com os homens. Quem ama busca exclusivamente sua própria felicidade e pela felicidade entrega sua própria vida. Na psicologia não existe reações químicas, existe o ser-humano em sociedade querendo “se dar bem” acima de tudo. Mesmo preso a princípios o homem ainda busca sua auto-realização antes de querer realizar a alguém. Egoísta e morrerá egoísta. A humanidade deste homem está em diminuir esta dosagem de egoísmo e se lançar em atos altruístas que lhe apresenta a sociedade como herói, aquele que entrega sua própria vida ao próximo.  
                         Diante deste ato altruísta, vemos um novo paradigma nascendo para o amor. Um ato heróico é em geral instintivo e nunca cotidiano. Quando se ama se entrega totalmente para a pessoa amada, e quando se entrega, mesmo não se anulando, passa a existir por ela. Como na reação química, antes duas substancias, agora apenas uma única. O amor é a centelha divina neste mundo egocêntrico e cheio de egoísmo. Pelo homem, o amor nunca pode existir; pelo homem este nunca pode amar; amar pelo verdadeiro conceito do amor. Pois quem ama, antes de querer ser feliz, deseja primeiro fazer o outro feliz. Aí está o grande ensinamento dos mestres! Quem ama mata seu egoísmo e se torna um eterno altruísta; depreendido e totalmente liberto de si mesmo, tornando-se feliz em fazer o outro feliz!
                     Neste momento não estamos interessados nos nomes das “inas”, adrenalina, serotonina... da ciência; o que importa de verdade é o sabor do churrasco. Na verdade, no fundo, isto é o que importa. O amor é simples assim, o homem é quem o complicou demais!
 Hoje posso dizer, o amor é um milagre, uma dádiva de Deus a nós, que mesmo sendo tão pequenos e falhos, nos concedeu esta graça; e por esta graça faz de quem ama verdadeiramente feliz. 
 Quero encerrar esta postagem com as palavras do Matias Aires, um pensador do início do século XVIII que disse_ “O amor não se pode definir; e talvez esta seja a sua melhor definição. Sendo em nós limitado o modo de explicar, é infinito o modo de sentir; por isso nem tudo o que se sabe sentir, se sabe dizer: o gosto, a dor, não se podem reduzir a palavras. Os que amam não tem livres o espírito para dizerem o que sentem; e sempre acham que o que sentem é mais que o que dizem.”

Willas Nascente

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Nossa Fé e Crença

"Creio em um só Deus, Pai Onipotente, criador do céu e da terra, e de todas as coisas visíveis e invisíveis. Creio em um só Senhor, Jesus Cristo, Filho unigênito de Deus, gerado do Pai antes de todos os séculos; Deus de Deus, Luz de Luz, verdadeiro Deus de verdadeiro Deus; gerado, não feito; consubstancial com o Pai, por quem todas as coisas foram feitas; que por nós e para nossa salvação desceu dos céus e encarnou, por obra do Espírito Santo, da virgem Maria (mulher virgem, digna e exemplo de conduta para todos nós, mas não adorada); e se fez homem. Foi também crucificado sob o poder de Pôncio Pilatos, padeceu e foi sepultado. Ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras, e subiu aos céus, e está sentado à direita do Pai; e virá outra vez com glória para julgar os vivos e os mortos, e o seu reino não terá fim. Creio no Espírito Santo, Senhor Doador da vida, procedente do Pai e do Filho; que, com o Pai e o Filho, é juntamente adorado e glorificado."

Credo Niceno, Império de Constantino,
Constantinopla, 381 d. C.

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