'Res, non verba'_ Fatos, não palavras.
Neste espaço, não cultivamos discursos ocasos nem devaneios inúteis — aqui, cada palavra se ancora em fatos, sólidos e inegociáveis.

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PENSAMENTO DO DIA




PENSAMENTO DO DIA

"Se eu te adorar por medo do inferno, queima-me no inferno. Se eu te adorar pelo paraíso, exclua-me do paraíso. Mas se eu te adorar pelo que Tu és, não escondas de mim a Tua face”.

(Rabia - mulher cristã Iraquiana - 800 D.C. Epígrafe no seu túmulo).



MENSAGEM DO DIA

MENSAGENS__

quarta-feira, 17 de agosto de 2022

Sucumbindo ao desânimo e ao desespero! O que fazer?



Quando o Vento Apaga a Última Chama: O Que Fazer com a Esperança em Cinzas?

 
 

            Diante dos conflitos e tragédias, vividas e esperadas, em um futuro tão incerto, é compreensível que muitos sucumbam ao desânimo e ao desespero. Mas quem disse que seria fácil? E quem disse que você não é forte o suficiente?

         A estrada da fé nunca foi pavimentada com facilidades, mas sempre marcada por pegadas de dor, renúncia e perseverança. O próprio Cristo, nosso Senhor, não foi poupado do sofrimento, mas, pelo contrário, aprendeu a obediência por meio daquilo que padeceu (Hebreus 5:8). Assim, quem somos nós para esperar uma jornada sem espinhos?


            John Willison nos adverte:

        "Não devemos pensar em andar sobre rosas, quando os mais valorosos cristãos marcharam sobre sarças e espinhos a caminho do céu. Diante disso, precisamos ser pacientes mediante as aflições, pois esse é o caminho que nos conduz ao céu, trilhado por milhares de outros santos que foram para lá antes de nós."

            Se este é o caminho dos santos que nos precederam, não seria também o nosso?

         Se as aflições da vida não despertam você para o dever cristão; se essas lutas — políticas, sociais e pessoais — não o levam a um arrependimento mais profundo, a uma oração mais fervorosa, a uma corrida mais sincera para Cristo e a um anseio mais intenso pelo céu, então você estará travando uma batalha perdida. Estará sofrendo dores sem recompensa e trilhando uma jornada laboriosa que não o levará a lugar algum.

            Pois, quando os olhos físicos um dia se fecharem, os olhos espirituais jamais se fecharão! Nos céus, porque ali não há cansaço nem sono; no inferno, porque a dor e o tormento eterno não permitirão que se durma ou descanse.

                A maior tragédia da vida não é sofrer, mas sofrer sem propósito. O sofrimento é um dos maiores pedagogos da alma, e Deus o utiliza não para nos destruir, mas para nos lapidar. Assim como o fogo purifica o ouro e a pressão transforma o carvão em diamante, as tribulações moldam os santos à semelhança de Cristo.

                O grande C.S. Lewis dizia:

               "O sofrimento insiste em chamar nossa atenção. Deus nos sussurra nos prazeres, fala à nossa consciência, mas grita em nossa dor. Ela é o seu megafone para despertar um mundo surdo."

              E quão verdadeiras são essas palavras! Se a dor lhe visita, talvez seja a voz de Deus chamando-o para mais perto d’Ele.

           Mas lembre-se: Deus nunca despreza um pecador penitente! Ele, que conhece a eternidade como descanso e recompensa para os Seus filhos, usa os caminhos da vida para nos aprimorar e santificar n'Ele e para Ele.

                Quando o Espírito Se Quebra Como Vidro: Existe Redenção Para Quem Já Desistiu?

               Está difícil? A recompensa valerá cada gota de suor e lágrima!

               Está insuportável? Então recorde, como disse John Willison:
 

               "Saiba que, se todas as estrelas retirarem sua luz enquanto você estiver nos caminhos de Deus, tenha certeza de que o sol está perto de nascer!"

 
            O sol sempre nasce após a noite mais escura. E aquele que permanece firme, mesmo quando tudo parece perdido, verá a glória de Deus raiar sobre sua vida no tempo oportuno.

 

Capelão Nascente  🙏
International Voluntary Chaplancy Service - IVCS  
Agosto 16, 2022



sábado, 6 de agosto de 2022

Martelados na Bigorna de Deus: Quando a Cruz revela seu Peso.

                                                                    
 


            Por que o cristão sofre provações e tribulações na vida, se tem um Deus poderoso que o ama e o assiste a todo momento? Essas perguntas ecoam pelos séculos nos corredores da igreja do Senhor, tanto na boca dos mais ilustres sacerdotes quanto nos lábios de homens e mulheres anônimos, sofredores e subjugados pelas tormentas da vida. Em algum momento da jornada cristã, o sofrimento se erguerá como um mestre severo, que tem o ardente desejo de que seu aluno cresça e desbrave horizontes longínquos e paradisíacos.

        O sofrimento, longe de ser um castigo, é uma ferramenta divina de crescimento. Como bem disse Charles Spurgeon: “O sofrimento é a bigorna onde a vida cristã é martelada”. É através do sofrimento que o cristão amadurece, tem sua fé refinada, seu corpo fortalecido e seu espírito provado até o limite, para que seu testemunho seja vivo e poderoso. A vida está no sangue, e assim está escrito na Palavra de Deus. Quando uma provação nos leva ao “sangue”, esta provação fará com que nosso testemunho ganhe vida!

        Deste lado da eternidade, todos serão provados, sem exceção. O apóstolo Pedro declarou: “Amados, não estranheis o fogo ardente que surge no meio de vós, destinado a provar-vos, como se alguma coisa extraordinária vos estivesse acontecendo. Pelo contrário, alegrai-vos na medida em que sois coparticipantes dos sofrimentos de Cristo, para que também na revelação da sua glória vos alegreis, exultando” (1 Pedro 4:12-13).

        A provação na vida do cristão vem do mesmo Amor que traz bênçãos e vitórias. Da mesma fonte que jorra bênçãos, jorram provações. Pois são essas tribulações que amadurecem o cristão. Sem elas, ele seria infantilizado e despreparado para a jornada. Por isso Tiago ensinou: “Bem-aventurado o cristão que suporta, com perseverança, a provação; porque depois de ter sido provado, receberá a Coroa da Vida, a qual o Senhor prometeu aos que o amam” (Tiago 1:12).

        O apóstolo Paulo, escrevendo aos filipenses, afirmou: “Porque vos foi concedida a graça de padecerdes por Cristo” (Filipenses 1:29). O sofrimento na vida do cristão precisa ser recebido com alegria, pois é uma manifestação da graça de Deus sobre ele.

        Citados acima estão apenas alguns versículos de toda uma biblioteca santa que nos ensina a nos alegrarmos, exultarmos e perseverarmos. Felizes são os que sofrem! Pois, na noite mais escura e na escuridão mais densa é onde o sol surge com seus raios trazendo luz e vida. Devemos, portanto, continuar firmes, jubilosos e confiantes. Deus não nos prova acima de nossas forças! Essa é a promessa d'Ele. Apenas continuemos caminhando, pois no tempo determinado por Deus, a prova passará como veio: num piscar de olhos. E depois, tudo isso será apenas lembranças de uma vida madura e experiente, de onde sairá um testemunho vivo e poderoso para aquecer e transformar vidas para a glória de Deus!

           Se nos alegramos ao receber bênçãos de Deus, então também nos alegremos quando por Ele somos provados! A provação é o desafio cristão que nos faz crescer e amadurecer. Nenhuma vitória na vida vem sem provas e desafios. Tudo precisa ser conquistado! Na vida cristã, não é diferente. A prova é apenas o caminho que conduz o cristão à realização dos propósitos divinos. Isso acontece na vida daqueles que perseveram e mantêm sua fé inabalável. Na bonança e na tribulação, na alegria e na tristeza, na festa e na luta, em tudo e em todo momento, devemos amar a Deus com todas as nossas forças. Como está escrito: “Amarás o SENHOR, teu Deus, com todo o coração, com toda a tua alma e com todas as tuas forças” (Deuteronômio 6:5).

        Ele é nosso Pai, e como um Bom Pai, sabe muito bem cuidar de seus filhos. “Se vocês, apesar de serem maus, sabem dar boas coisas aos seus filhos, quanto mais o Pai de vocês, que está nos céus, dará coisas boas aos que lhe pedirem!” (Mateus 7:11).

        Não acredito na teologia da prosperidade, pois não acredito que o céu seja nesta terra. Não acredito em um cristianismo isento de sofrimentos, pois não há amadurecimento sem desafios e provações. São nos momentos de luta e angústia que o cristão aprende a ser dependente de Deus! Assim como o oleiro molda o barro com pressão e firmeza, assim também as marteladas sobre a bigorna do sofrimento são apenas manifestações do Amor de Deus aos seus filhos. Quando compreendermos isso, aprenderemos a grande lição da vida: Deus é Amor! E é por isso que Ele nos molda conforme o Seu querer.

        Neste vasto planeta, seremos provados para sermos aprovados! Sofreremos para nos alegrarmos! Seremos tribulados para jubilarmos! Se permanecermos firmes diante de Deus, sem negar nossa fé, sabendo que somos apenas filhos e Ele, nosso Pai amoroso que zela por nós, tudo se resumirá em fé e constância. Fé e persistência. Fé e resiliência.

           Que Deus nos abençoe e nos guarde, em Nome de Jesus Cristo, nosso Senhor. Amém!
 

Capelão Nascente  🙏
International Voluntary Chaplancy Service - IVCS  



                                                            

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Nossa Fé e Crença

"Creio em um só Deus, Pai Onipotente, criador do céu e da terra, e de todas as coisas visíveis e invisíveis. Creio em um só Senhor, Jesus Cristo, Filho unigênito de Deus, gerado do Pai antes de todos os séculos; Deus de Deus, Luz de Luz, verdadeiro Deus de verdadeiro Deus; gerado, não feito; consubstancial com o Pai, por quem todas as coisas foram feitas; que por nós e para nossa salvação desceu dos céus e encarnou, por obra do Espírito Santo, da virgem Maria (mulher virgem, digna e exemplo de conduta para todos nós, mas não adorada); e se fez homem. Foi também crucificado sob o poder de Pôncio Pilatos, padeceu e foi sepultado. Ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras, e subiu aos céus, e está sentado à direita do Pai; e virá outra vez com glória para julgar os vivos e os mortos, e o seu reino não terá fim. Creio no Espírito Santo, Senhor Doador da vida, procedente do Pai e do Filho; que, com o Pai e o Filho, é juntamente adorado e glorificado."

Credo Niceno, Império de Constantino,
Constantinopla, 381 d. C.

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