'Res, non verba'_ Fatos, não palavras.
Neste espaço, não cultivamos discursos ocasos nem devaneios inúteis — aqui, cada palavra se ancora em fatos, sólidos e inegociáveis.

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PENSAMENTO DO DIA




PENSAMENTO DO DIA

"Se eu te adorar por medo do inferno, queima-me no inferno. Se eu te adorar pelo paraíso, exclua-me do paraíso. Mas se eu te adorar pelo que Tu és, não escondas de mim a Tua face”.

(Rabia - mulher cristã Iraquiana - 800 D.C. Epígrafe no seu túmulo).



MENSAGEM DO DIA

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quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Entre o Templo e o Mercado: O Evangelho que o Ouro Não Pode Comprar

                          Heráclito em Óleo sobre tela de Johannes Moreelse (1602-1634)                                      


          
  Recebi um e-mail de um irmão que elogiou este blog e perguntou qual minha denominação e crença, pois ficou confuso diante de minhas palavras quando me refiro à Igreja de Jesus Cristo. Em alguns momentos, achou que fui duro demais. Por isso, decidi postar este tópico para esclarecer que não sou contra a Igreja Evangélica; pelo contrário, sou seu membro e defensor dos princípios estabelecidos pela Bíblia. Mas amar a Igreja significa também corrigir seus desvios.

                Minha fé está enraizada na Palavra de Deus. Sou protestante, reformado, mas antes de tudo sou cristão. A Reforma nos trouxe as solas, mas é Cristo quem nos traz a vida. Não podemos permitir que dogmas, sistemas e tradições tomem o lugar do Evangelho puro e simples, aquele que foi pregado pelos apóstolos e deve ser proclamado sem distorções e interesses humanos.

                  Sou liberto das algemas das aparências e do farisaísmo e vivo conforme a liberdade e a simplicidade do Evangelho de Cristo. Não me dobro a jugos impostos por homens que sobrecarregam o povo enquanto vivem confortavelmente de suas exigências religiosas. Como disse Jesus: “Condutores cegos! Coais um mosquito e engolis um camelo” (Mateus 23:24).

            A comercialização da fé se tornou um dos maiores escândalos da Igreja contemporânea. O louvor, que deveria ser uma expressão sincera de adoração, tornou-se um negócio lucrativo. Cantores que receberam suas músicas de graça cobram quantias exorbitantes para cantar em igrejas. Muitos, que antes eram servos, agora exigem holofotes e contratos milionários. O ministério do louvor foi substituído pela indústria gospel, onde o propósito já não é servir, mas ser reconhecido.

               Mas não são apenas os cantores. Pastores há que já não são alimentados pelo Espírito Santo, mas pelo dinheiro que jorra de seus púlpitos. Pregam contra a avareza, mas vivem em palácios. Denunciam o mundanismo, mas não abrem mão de suas regalias. Não é mais o Espírito quem os inspira, mas a conta bancária. Suas palavras, muitas vezes bem elaboradas e convincentes, são apenas discursos vazios, ajustados conforme a necessidade de manter seus impérios religiosos. Pregam para os outros, mas a maior parte de suas mensagens deveria ser endereçada a eles mesmos.

                A Igreja precisa despertar desse sono de conformismo. A Marcha para Jesus se tornou um carnaval evangélico, enquanto a batalha verdadeira é ignorada. Os cultos estão repletos de palavras bonitas, discursos politizados e frases de efeito, mas vazios da verdade que liberta. A Palavra de Deus não precisa de adornos ou estratégias de marketing. Ela é, por si só, a espada que corta e a luz que ilumina.

                   A salvação é de graça, mas, em muitas igrejas, o preço para pertencer a elas é alto. Na Idade Média, Roma vendia indulgências; hoje, pastores vendem bênçãos e fazem do dízimo um bilhete de prosperidade. As Escrituras são manipuladas para justificar o luxo de líderes que vivem na ostentação, enquanto suas ovelhas lutam para sobreviver.

                Mas Deus tem Seus remanescentes. Aqueles que ainda não se curvaram ao sistema corrupto, que permanecem fiéis à Sola Scriptura e que não negociam a verdade. Como Cristo purificou o templo, expelindo os mercadores da fé, também é tempo de que Sua Igreja se levante e volte à simplicidade do Evangelho.

                Que nossa identidade reformada nunca tome o lugar da nossa identidade cristã. Que o zelo pela doutrina nunca nos torne mais parecidos com Calvino do que com Cristo. Que nosso compromisso seja, acima de tudo, com o Senhor e com Sua Palavra. A Reforma foi necessária, mas ela não é nosso fim; Cristo é.

Amém.

 

 

Capelão Nascente  🙏
International Voluntary Chaplancy Service - IVCS 

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Nossa Fé e Crença

"Creio em um só Deus, Pai Onipotente, criador do céu e da terra, e de todas as coisas visíveis e invisíveis. Creio em um só Senhor, Jesus Cristo, Filho unigênito de Deus, gerado do Pai antes de todos os séculos; Deus de Deus, Luz de Luz, verdadeiro Deus de verdadeiro Deus; gerado, não feito; consubstancial com o Pai, por quem todas as coisas foram feitas; que por nós e para nossa salvação desceu dos céus e encarnou, por obra do Espírito Santo, da virgem Maria (mulher virgem, digna e exemplo de conduta para todos nós, mas não adorada); e se fez homem. Foi também crucificado sob o poder de Pôncio Pilatos, padeceu e foi sepultado. Ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras, e subiu aos céus, e está sentado à direita do Pai; e virá outra vez com glória para julgar os vivos e os mortos, e o seu reino não terá fim. Creio no Espírito Santo, Senhor Doador da vida, procedente do Pai e do Filho; que, com o Pai e o Filho, é juntamente adorado e glorificado."

Credo Niceno, Império de Constantino,
Constantinopla, 381 d. C.

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